A morte e sua pós vida. (parte 1)

desabafo escrito, 25 de junho de 2020.

Sabe, 2020 reservou muitas surpresas nessa vigésima quinta temporada. Definitivamente não está fácil, em uma inspiração ao ‘risco Brasil’, fui 0 a 10 no risco-vida.

Pois bem, tendo em vista as 3 tentativas de S. em 3-4 meses, ainda estou aqui. Sigo pelo 4º mês em acompanhamento médico competente, onde foi possível constar que os 3 últimos meses foram os mais pesados, tendo o risco vida oscilado diversas vezes em meio semestre, coisa que antes só havia ocorrido uma vez em 2012-13, quando após passar por crises na área familiar e financeira, cogitei o S. diria que do 0 à 10, cheguei em um 8, o maior até então.

A minha solução para a época foi dar um completo e ousado REBOOT, zerar o cabelo (o que mais presava) e ir para o confronto com um dos problemas, o desemprego, me coloquei a entregar currículo de porta em porta das empresas, mas diferentemente dos dias atuais, eu possuía um motivador: Estava morando de favor, desempregado e com um relacionamento que já havia passado da hora de terminar, não tive escolha, precisei engolir sapos e seguir em frente.

Já no presente, 7 anos e alguns meses após os relatos anteriores, completaram 5 meses com diagnóstico de depressão e ansiedade. Está tudo uma completa M&rd@;

Depois que iniciei a medicação e voltei a ter companhia em casa (minha ex), não me sinto tão só. Devido a falta de privacidade, reduziram as oportunidades para as mutilações, que haviam se tornado diárias, passei a comer com mais regularidade, o que não ocorria devido à ausência de vontade em preparar minha alimentação e, mesmo que de maneira conflituosa, a companhia me ajudou a tirar meu foco dos meus problemas internos e focar mais nos externos de relacionamento.

Como diz um trecho de uma música do supercombo:

todo dia o mesmo teto

Ele não aguenta mais essa horizontal… todo dia, todo dia”

De fato, é todo o dia a mesma rotina, dias com 24 horas com 60 minutos cada hora, todo dia o mesmo caminho, o mesmo tempo.

Se por um lado eu quero ser mais um, por outro eu quero me finalizar, então sigo por uma rua que está terminando, a cada dia é um passo à frente, no fim desta, iniciasse outras 3:

O da esquerda me leva a infinitas possibilidades que chegam ao sucesso, onde eu retomo ambição e coloco meu nome na história;

A rua do meio, é uma continuação de onde estou, o solo é esburacado, erosivo, monótono, é o trajeto daqueles que não precisa fazer nada, apenas aceitar os dias.

A última rua é a da direita, o grande diferencial é que as outras duas podem ser mudadas a qualquer momento, porém esta não tem possibilidade de troca, pois é sem saída, é o caminho para a morte.

Por exatas 3 vezes eu busquei o meu ingresso a essa última, mas não era o momento, ainda não estava realmente pronta, quero dizer, esse caminho não estava pronto para mim, até agora…

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